24 de junho de 2010

ViajarMarrocos2010 - Parte 6

Lamento só agora ter retomado este relato, mas tive problemas na drive que tinha as fotos e só agora arranjei solução…
Continuamos por pistas e fomos mesmo até a fronteira com a Argélia, ou quase, pois faltava 1200mts, dito pelo militar que estava no posto de controlo, ficamos em Midelt.

Já estávamos a entrar em recta final, fizemos um trilho por dentro da floresta do Cedros, em Azrou, muito bonito... .e seguimos para Fes, onde fizemos uma visita guiada pela Medina que tem mais de 9500 ruelas, um autêntico labirinto de loucos.
Não sou muito de cidades, e sempre que posso evito-as, mas pessoalmente não fiquei indiferente a Fes, gostei muito..
O dia seguinte foi o regresso a Algeciras, por Auto-estrada.

5 de maio de 2010

ViajarMarrocos - Parte 5

O fabuloso e místico Erg Chebbi e o “sempre” Albergue du Sud, de onde é sempre muito difícil sair…

O "Clube Defender", cá do sitío...



ViajarMarrocos2010 - Parte 4

De M’Hamid para Merzouga, por uma das mais emblemáticas pistas por onde percorreu o Rali Dakar….pelos estradões rápidos e o Deserto do Sal…Mas mais uma vez a mecânica de alguns veiculos cedia às duras pistas rápidas, nada que não se pudesse resolver com uma dose de boa disposição e camaradagem...
E o magnifico "Deserto do Sal", que fez as delicias de todos, um recreio para os viciados em velocidade...

ViajarMarrocos - Parte 3

Começavamos as tão esperadas pistas do Sul, de Zagora até M’Hamid, pelo lago Iriki e o Oásis Sagrado. Tempo para retemperar forças no almoço, para abordar as dunas de Chegaga...Acabamos cedo, devido a avarias mecânicas, mas prometemos voltar na próxima vez...Cont.

12 de abril de 2010

ViajarMarrocos2010 - Parte 2

Cruzámos o Jbel Sharo a partir de Boulmane Dades até Nekob, numa pista demolidora e lenta, mas que nos proporcionou paisagens magníficas, mas muito dura que o diga, um casal de ingleses que já não aguentavam a agressividade do piso e tiveram que descarregar a mota, antes que fossem parar ao chão.Ainda chegamos a tempo de iniciar a pista do Vale do Draa, por entre casas e o palmeiral, onde fomos presenteados com um magnífico pôr-do-sol. Depois do Jantar, o grupo fez a visita “cultural” e habitual ao Garage do Aziz, para o check-up às máquinas.Onde ainda houve energia para brincar com novos amigos...

7 de abril de 2010

ViajarMarrocos2010 - Parte 1

Uma Expedição tem sempre objectivos, desta vez era levar o ViajarMarrocos mais longe, exigir mais das pessoas, mais empenho, mais sacrifício, mais camaradagem… mais paixão e emoções…

Para isto era proposto uma primeira jornada de 600 kms de Tanger a Marraquexe, que causou alguma fadiga e aborrecimento no seio da caravana, contudo o objectivo era chegar o mais depressa a Sul e as pistas.

Já as tinha visto em fotografias e tinha que passar por lá e ver as majestosas cascatas de Ouzoud, com uma altura superior a 100 mts, não conseguimos ficar indiferentes a tal beleza, juntando como ingrediente o fabuloso Riad onde ficamos, entre dois dedos de conversa, chá, whisky e Chicha já passava da meia-noite quando íamos nos rendendo ao sono e cansaço.

Entravamos mais a sério nas pistas e como já suspeitava encontramos a pista que liga a Catedral a Imichil cortada, uma pista espectacular que requeria algum cuidado por ser estreita, contudo a sua beleza valia a pena.

Hesitámos e ponderamos em não a fazer, por estar cortada, mas nesta altura o grupo já mostrava cumplicidade e optaram por avançar.
Chegamos ao ponto do corte, as águas tinham levado o trilho e quando já estava a deitar contas à vida, pela volta que tinha de dar, que para meu espanto os Homens do grupo começam a pegar nas suas pás e começaram a trabalhar e enquanto o Caxias os olhava pensando que tinha vindo com um grupo de loucos, o Joca lá me dizia para pôr mão naquela malta.Alguns podem não entender, eu não queria que parassem… não há nada mais forte que o querer, a vontade e principalmente a união que se estava ali a criar, o grupo estava preparado para o que “desse e viesse”, e eu estava com a “minha gente” e não tenho dúvidas que tínhamos ultrapassado o obstáculo. A alternativa veio-se a mostrar bastante exigente, entre “Routes Ferme’s” e alternativas inexistentes, foram 18 horas de condução e 597kms em estradas destruídas e lamacentas e trilhos cortados, mas se fosse fácil não era para nós… Sempre bem-dispostos e a brincar…

21 de março de 2010